Aécio Neves (PSDB) e Joaquim Barbosa (DC) estão ensaiando suas entradas na corrida presidencial de 2026, mas a terceira via não parece empolgar o eleitorado. Ambos buscam se posicionar como alternativas à polarização entre Lula (PT) e a família Bolsonaro.
Aécio Neves e sua nova tentativa
A pré-candidatura de Aécio Neves foi aprovada por unanimidade pelo Cidadania em 22 de maio de 2026. O deputado mineiro se apresenta como uma figura da oposição, tentando impedir a reeleição de Lula. Em declarações recentes, Aécio expressou a necessidade de evitar a dualidade política que, segundo ele, não leva o Brasil a lugar algum.
Aécio já foi candidato à Presidência em 2014, onde foi derrotado por Dilma Rousseff (PT). Desde então, a terceira via não tem mostrado força significativa nas eleições, especialmente após 2014, quando a ex-ministra Marina Silva teve uma participação relevante.
Joaquim Barbosa e a crise no DC
Por outro lado, Joaquim Barbosa foi recentemente escolhido como o novo pré-candidato à Presidência pelo Democracia Cristã (DC), substituindo Aldo Rebelo. A mudança gerou controvérsias, com Rebelo criticando a direção do partido e decidindo manter sua pré-campanha.
Barbosa, que foi relator do escândalo do Mensalão no STF, ainda não confirmou oficialmente sua candidatura. Uma pesquisa do instituto Nexus, em parceria com o Banco BTG Pactual, revelou que Barbosa possui apenas 2% a 3% das intenções de voto, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
Desafios da terceira via
O cenário político atual demonstra que a terceira via ainda não conseguiu se consolidar como uma alternativa viável. Especialistas apontam que, apesar de crises que poderiam abrir brechas para novos candidatos, a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro continua a dominar o cenário eleitoral.
Opinião
A tentativa de ressuscitar a terceira via nas eleições de 2026 revela a busca por novas alternativas, mas a falta de apoio popular e a força da polarização ainda são grandes obstáculos a serem superados.





