Uma espingarda customizada com a bandeira do Brasil foi apreendida pela Polícia Federal (PF) no dia 8 de julho de 2026, em uma ação que marca a última arma do ex-presidente Jair Bolsonaro a ser confiscada. O equipamento foi dado a Bolsonaro em 2022 e já estava transferido para seu nome no sistema nacional de armas.
A espingarda foi localizada em uma empresa em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, após a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para a apreensão de todas as armas registradas em nome do ex-mandatário. A medida foi desencadeada por um incidente em 16 de junho de 2026, quando uma pistola foi encontrada com um dos seguranças de Bolsonaro durante uma blitz em Brasília.
A última arma a ser apreendida
A espingarda, que estava acondicionada em um case e acompanhada de carregadores desmuniciados, apresenta uma customização estética com as cores da bandeira nacional e a inscrição ‘Ordem e Progresso’. A defesa de Bolsonaro informou ao STF que a arma estava com a empresa, mas não forneceu a localização exata nem a documentação necessária para comprovar isso.
De acordo com a PF, o representante da empresa demonstrou boa-fé ao colaborar com a Justiça, solicitando que a corporação buscasse o armamento em sua sede. A apreensão da espingarda representa um desdobramento significativo nas investigações sobre o armamento de Bolsonaro, que já havia enfrentado a apreensão de outras armas anteriormente.
Repercussões e contexto
Essa apreensão se insere em um contexto maior de investigação e controle de armamentos, especialmente após a identificação de irregularidades nas posses de armas por figuras públicas. A decisão do STF reflete a crescente preocupação com a segurança pública e o controle de armas no país.
Opinião
A apreensão da espingarda de Bolsonaro levanta questões sobre a responsabilidade de ex-mandatários em relação ao controle de armamentos e a segurança pública no Brasil.





