O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), foi solto após decisão do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF). A liberdade de Canella ocorre após sua prisão em flagrante por posse ilegal de arma, durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, onde foi encontrado um fuzil de calibre restrito em seu veículo.
A prisão de Canella, que é acusado de ser o braço político de um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 7,6 bilhões em postos de combustíveis na região metropolitana do Rio de Janeiro, gerou grande repercussão. Apesar de estar em liberdade, ele deverá cumprir medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, entrega do passaporte e suspensão do porte de arma.
Candidatura ao Senado em risco
O senador Flávio Bolsonaro anunciou Canella como pré-candidato ao Senado, mas a candidatura é considerada inviável por dirigentes partidários. A avaliação é que o desgaste gerado pela prisão e as investigações em curso tornam difícil sua permanência em uma chapa majoritária.
A convenção do PL para a escolha do candidato ao Senado está marcada para 25 de julho. O cenário político se complica ainda mais, pois a candidatura de Canella pode prejudicar as campanhas de Flávio e de Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que também está em busca de uma vaga no Senado.
Os partidos da federação União-Progressistas estão cautelosos em relação à substituição do candidato e já discutem nomes como o do ex-secretário de Polícia Civil do Rio, Felipe Curi, e do vereador Leniel Borel. A definição sobre a candidatura do PL permanece indefinida desde que o ex-governador Cláudio Castro renunciou à disputa em maio.
Opinião
A situação de Márcio Canella levanta questões sobre a viabilidade de sua candidatura e o impacto que sua liberdade pode ter nas campanhas políticas em andamento no Rio de Janeiro.





