O Ministério da Saúde oficializou a incorporação de uma nova técnica cirúrgica ao Sistema Único de Saúde (SUS), que promete tratar, simultaneamente, o glaucoma e a catarata. A medida foi publicada no Diário Oficial da União em 17 de setembro de 2026, após a deliberação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) em 21 de agosto de 2026.
Benefícios da nova técnica
A nova abordagem cirúrgica, que inclui a goniotomia excisional e a trabeculotomia transluminal, é menos invasiva e garante uma recuperação mais rápida, além de reduzir o risco de complicações. Essa inovação é especialmente voltada para casos leves a moderados de glaucoma primário de ângulo aberto.
Impacto econômico significativo
Além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes, a técnica representa uma economia de aproximadamente R$ 18 mil por ano de vida saudável ganho em comparação ao tratamento atual com o iStent. A economia total prevista é de R$ 276 milhões ao longo de cinco anos, com uma redução de custos de R$ 22,4 milhões no primeiro ano e R$ 93,2 milhões no quinto ano.
Contexto das doenças
O glaucoma afeta cerca de 3% da população brasileira acima de 40 anos e é a segunda maior causa de cegueira no mundo, atrás apenas da catarata. A nova técnica cirúrgica se alinha ao compromisso do SUS em levar inovações médicas para aqueles que mais precisam, conforme destacou a secretária da SCTIE, Fernanda De Negri.
Opinião
A incorporação dessa nova técnica cirúrgica é um passo significativo para a saúde pública no Brasil, trazendo esperança e qualidade de vida para muitos pacientes que enfrentam o glaucoma e a catarata.





