O debate promovido pela TV Record em 21 de setembro se transformou em uma oportunidade para o candidato Fernando Haddad (PT) expor suas propostas, após a ausência do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Haddad aproveitou a ocasião para criticar a falta de compromisso de Tarcísio com os eleitores, considerando sua ausência um desrespeito.
Propostas de Haddad
Durante o debate, Haddad destacou a intenção de rever contratos relacionados à privatização da Sabesp, às linhas da CPTM e ao sistema de pedágio eletrônico Free Flow. Ele argumentou que a revisão seria essencial para recuperar as contas do Estado, que, segundo ele, passaram de R$ 20 bilhões para R$ 5 bilhões em caixa livre durante a gestão de Tarcísio.
O candidato do PT afirmou que, em um eventual governo, analisaria os acordos firmados pela administração atual nos primeiros seis meses. Ele mencionou que não pretende reestatizar a Sabesp imediatamente, mas sim renegociar os termos do contrato e garantir o cumprimento das obrigações.
Críticas à gestão de Tarcísio
Haddad também criticou a gestão do sistema de transporte sobre trilhos da CPTM e a implementação do Free Flow, ressaltando que o modelo deveria substituir as praças de pedágio existentes, e não coexistir com elas. Ele enfatizou a necessidade de cláusulas mais rigorosas nos contratos e a interrupção de novas privatizações.
A ausência de Tarcísio e suas justificativas
A ausência de Tarcísio foi notada pela emissora, que mostrou o púlpito vazio reservado ao governador. Haddad lamentou que os eleitores não pudessem comparar as propostas dos dois candidatos. Tarcísio, por sua vez, justificou sua falta ao debate afirmando que prioriza a divulgação de suas propostas e que os debates atuais se tornaram repetitivos e pouco produtivos.
As últimas pesquisas indicam que Tarcísio lidera a corrida eleitoral, com 42% das intenções de voto segundo a Quaest e 49% segundo o Datafolha, enquanto Haddad aparece com 27% e 29%, respectivamente.
Opinião
A ausência de Tarcísio em debates pode gerar desconfiança entre os eleitores sobre sua disposição em confrontar suas propostas e a realidade do Estado.





