Santa Catarina

AGU solicita ao STF perda do cargo de Marco Buzzi por assédio sexual

AGU solicita ao STF perda do cargo de Marco Buzzi por assédio sexual

A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a perda definitiva do cargo do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, que foi condenado por assédio sexual. A decisão ocorre após o STJ condenar Buzzi em agosto de 2026, em um processo disciplinar que analisou as graves acusações contra ele.

A AGU também pede que o salário de Buzzi seja suspenso até o julgamento definitivo da ação. Essa medida marca a primeira ação para perda de cargo desde que o STF determinou o fim da aposentadoria compulsória como pena máxima para magistrados condenados por faltas disciplinares graves, incluindo assédio sexual.

Acusações e Afastamento

As acusações contra Buzzi incluem um incidente em que ele teria tentado agarrar uma jovem, filha de amigos, durante um banho de mar em Balneário Camboriú, Santa Catarina, em janeiro de 2026. O caso gerou repercussão e, após denúncias, uma ex-funcionária do gabinete do ministro também revelou ter sido vítima de assédio sexual.

Desde o surgimento das acusações, a defesa de Buzzi sustenta que ele não cometeu qualquer ato impróprio. Atualmente, Buzzi está afastado do cargo, mas ainda possui a possibilidade de recorrer ao Supremo.

Opinião

A situação de Marco Buzzi levanta questões importantes sobre a responsabilidade de magistrados e a necessidade de um sistema judicial que proteja as vítimas de assédio.