O ministro Antonio Carlos Ferreira se despediu do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 17 de setembro de 2026, após uma trajetória marcada por decisões polêmicas e impactantes. Em sua última sessão, Ferreira enfatizou a necessidade de uma composição plural na Corte e a importância da urna eletrônica, que, segundo ele, se tornou um patrimônio da democracia brasileira.
Durante seu tempo no TSE, Ferreira foi relator de casos críticos, incluindo o processo de cassação do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que resultou em novas eleições. A decisão foi fundamentada em irregularidades como o repasse de mais de R$ 500 milhões em créditos orçamentários e a contratação de mais de 27 mil servidores temporários.
Além disso, Ferreira investigou os disparos massivos de mensagens em apoio à candidatura de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, onde decidiu pela extinção da ação, alegando falta de indícios mínimos. Também foi responsável por uma decisão importante sobre o uso de estruturas religiosas nas eleições de 2024, que pode configurar abuso de poder político ou econômico.
O presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, destacou que Ferreira retorna ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e que suas decisões deixarão um legado significativo para as eleições futuras.
Opinião
A saída de Antonio Carlos Ferreira do TSE marca o fim de um capítulo importante na Justiça Eleitoral brasileira, levantando questões sobre a continuidade das investigações e a integridade das próximas eleições.





