Economia

Universidade de Chicago alerta: Brasil sofrerá com Super El Niño até 2027

Universidade de Chicago alerta: Brasil sofrerá com Super El Niño até 2027

Pesquisas do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago indicam que o Brasil será o país mais afetado pelo fenômeno climático conhecido como Super El Niño, que teve início em junho de 2026 e permanecerá ativo até fevereiro de 2027. Esse fenômeno eleva o risco de secas prolongadas e temporais fortes, impactando diretamente setores econômicos cruciais, como o agronegócio.

Impactos desiguais nas regiões brasileiras

Os efeitos do Super El Niño não serão uniformes em todo o território brasileiro. Enquanto algumas regiões enfrentarão escassez de chuvas, outras estarão mais suscetíveis a temporais e alagamentos. Essa disparidade é atribuída ao aquecimento intenso da superfície oceânica, que altera a distribuição de chuvas no continente.

Vulnerabilidades no agronegócio e energia hidrelétrica

A situação é alarmante para o setor agrícola, que pode sofrer com a combinação de redução de chuvas e excesso de água em diferentes áreas. Isso compromete o abastecimento de água das lavouras e pode levar à destruição de plantações. As empresas do agronegócio devem mapear suas operações mais vulneráveis e desenvolver planos de contingência específicos para cada localidade.

Além disso, a geração de energia hidrelétrica também será afetada. Com a diminuição das chuvas e o avanço da seca, o volume de água nos reservatórios pode cair, impondo novos desafios operacionais às usinas e às empresas dependentes dessa fonte de energia. A adaptação climática se torna uma prioridade imediata no planejamento dessas empresas.

Riscos à saúde e necessidade de preparação

O relatório da Universidade de Chicago também projeta consequências severas para a saúde da população. O calor extremo relacionado ao Super El Niño pode resultar em cerca de 451 mil mortes ao longo de nove meses, com o Brasil sendo responsável por mais de 13 mil dessas mortes. As organizações precisam identificar quais operações estão em maior risco e como a localização das atividades afeta a exposição climática, estruturando planos para enfrentar os eventos extremos.

Opinião

É essencial que o Brasil se prepare para os desafios impostos pelo Super El Niño, garantindo que os setores mais vulneráveis estejam prontos para enfrentar as adversidades climáticas que se aproximam.