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Universidade de Warwick revela planeta em anã branca e desafia a astrofísica

Universidade de Warwick revela planeta em anã branca e desafia a astrofísica

Pesquisadores da Universidade de Warwick identificaram um planeta nunca antes visto em órbita de uma anã branca, desafiando o conhecimento convencional sobre formação planetária. Localizado a cerca de 250 anos-luz da Terra, na constelação de Cetus, o planeta é um gigante gasoso, possivelmente tão massivo quanto Júpiter.

Uma descoberta inovadora

Este achado é a primeira detecção de um corpo celeste desse tipo ao redor de um remanescente estelar ultradenso. O planeta se originou não do disco primordial de poeira que rodeia estrelas jovens, mas sim dos resíduos expelidos durante a morte de sua estrela hospedeira. Jamie Williams, doutorando em astrofísica, descreveu o sistema como uma fênix cósmica, renascendo dos destroços deixados pela morte da estrela.

Características únicas do planeta

O planeta completa uma volta ao redor da anã branca em apenas 4,4 dias e está a 4% da distância que separa a Terra do Sol. Essa proximidade o coloca em uma zona de calor e radiação intensa, fazendo com que sua atmosfera externa se evapore continuamente. Sua composição química é rica em nióbio, cobre e zinco, elementos que estrelas moribundas expelem durante sua expansão final.

Implicações para a formação de planetas

A descoberta sugere que planetas podem nascer das cinzas estelares, o que implica que mundos de segunda geração podem ser mais comuns do que se suspeitava. Embora o planeta recém-descoberto seja inóspito para a vida, Williams mencionou que um planeta rochoso de segunda geração, formado próximo o suficiente de uma anã branca, poderia permanecer na zona habitável por bilhões de anos. Anãs brancas são mais abundantes que pulsares, e mais de 95% das estrelas da Via Láctea se tornarão anãs brancas no futuro.

Confirmação por múltiplos observatórios

Os pesquisadores analisaram dados de três telescópios orbitais: Hubble, Tess e Fuse. Eles pretendem usar o Telescópio Espacial James Webb para confirmar suas conclusões e investigar as propriedades desse mundo singular.

Opinião

A descoberta deste planeta em órbita de uma anã branca abre novas possibilidades para a compreensão da formação de planetas e a evolução das estrelas, desafiando noções estabelecidas na astrofísica.