Com 12 mortes por Chikungunya até 16 de março de 2026, conforme boletim da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Mato Grosso do Sul representa alarmantes 63% das mortes por essa arbovirose no Brasil. O cenário atual é preocupante, pois essa marca foi atingida três meses antes do pior período histórico, com uma diferença de doze semanas epidemiológicas.
De acordo com o painel do Ministério da Saúde, a doença causou 19 mortes em todo o país neste ano, fazendo com que os registros de MS representem uma concentração significativa da letalidade da Chikungunya. Em 2025, o estado já havia registrado 17 mortes, o que demonstra uma tendência crescente.
Epicentro em Dourados
A cidade de Dourados, localizada a aproximadamente 231 quilômetros da capital, se destaca como o epicentro da Chikungunya em MS, com oito mortes registradas em 2026. A primeira morte em área urbana foi de um homem de 63 anos, que não resistiu após internação em hospital privado. A confirmação da causa ocorreu após análise laboratorial.
As vítimas em Dourados incluem duas mulheres idosas, três homens e dois bebês. Além disso, dois óbitos estão em investigação, em um total de 5.352 casos prováveis e 2.639 confirmados de Chikungunya no estado, entre os quais estão 46 gestantes.
Dados alarmantes
O monitoramento das arboviroses mostra que MS teve um aumento significativo na letalidade da Chikungunya, com o estado registrando sete mortes antes do fim do terceiro mês de 2026. Isso representa uma letalidade sete vezes maior do que o pior ano na série histórica.
O vetor da Chikungunya, o Aedes aegypti, também é responsável pela transmissão de outras doenças, como Dengue e Zika. Os sintomas da Chikungunya podem ser devastadores, e o tempo entre o primeiro relato dos sintomas e o óbito é frequentemente curto.
Opinião
A situação em Mato Grosso do Sul exige atenção redobrada das autoridades de saúde para conter a disseminação da Chikungunya e proteger a população.





