Os Correios divulgaram, no último sábado (30), seu balanço do primeiro trimestre de 2026, revelando um prejuízo de R$ 3,1 bilhões. Este resultado negativo quase dobrou em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a estatal registrou um saldo negativo de R$ 1,7 bilhão.
No comunicado, a empresa classificou os dados como “positivos” e alinhados com as “premissas estabelecidas no Plano de Reestruturação“. O destaque foi o gasto com passivos judiciais e precatórios, que somou R$ 1,4 bilhão, representando 44% do prejuízo registrado.
Empréstimos e novas autorizações
No final de 2025, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a bancos como Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, com garantia da União. Em fevereiro de 2026, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a empresa a contratar mais R$ 8 bilhões em operações de crédito, também com a garantia da União.
Demissões e projeções alarmantes
Os Correios lançaram um plano de demissão voluntária com uma meta de 10 mil desligamentos, mas apenas 3,2 mil funcionários optaram por deixar a empresa. Uma nova tentativa busca alcançar cinco mil demissões até 2027. O Tesouro Nacional projeta que o rombo nas contas da estatal pode chegar a R$ 9,1 bilhões até o final de 2026.
Opinião
A situação dos Correios é alarmante e reflete a necessidade urgente de um plano eficaz para reverter as perdas e estabilizar a empresa.





