A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) fez um pedido formal ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, para que reconheça Douglas Ruas como governador do Rio de Janeiro. O pedido foi apresentado no dia 23 de abril de 2026 e está relacionado a uma ação direta de inconstitucionalidade que discute a sucessão no Executivo fluminense.
Atualmente, o governador em exercício é Ricardo de Couto Castro, presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), que assumiu após a renúncia de Cláudio Castro. A situação se complicou ainda mais com a renúncia do vice-governador, Thiago Pampolha, em maio de 2025, que deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Além disso, o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi afastado e cassado.
O argumento da Alerj é de que a permanência de um membro do Judiciário no cargo de governador deve ser uma exceção, e que, com a recente eleição de Douglas Ruas para a presidência da Alerj, a linha sucessória está novamente em vigor. O Partido Liberal (PL) também formalizou o mesmo pedido ao ministro Fux.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, se reunirá com o ministro Cristiano Zanin para discutir a situação. O julgamento do caso foi suspenso após um pedido de vista do ministro Flávio Dino, aguardando a publicação do acórdão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que cassou a chapa de Cláudio Castro.
Opinião
A situação política no Rio de Janeiro continua instável, e a definição sobre a governança é crucial para a continuidade das ações administrativas no estado.





