O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu no Palácio do Planalto no dia 16 de setembro de 2026 com pastores evangélicos, onde afirmou que as igrejas não devem ser utilizadas para fazer política. Durante o encontro, Lula pediu o apoio das igrejas para uma nova política voltada ao cuidado da população idosa, que pretende implementar no próximo ano, caso seja reeleito.
Lula defendeu que os templos sejam espaços de paz e esperança, e não locais de comitês políticos. “Se eu quiser fazer política e comitê, eu faço na rua. Mas na igreja eu não faço. Em nenhuma igreja”, declarou o presidente aos pastores presentes.
Reunião com pastores e mensagem à ONU
Participaram da reunião pastores brasileiros, americanos e uma pastora cubana, além do advogado-geral da União, Jorge Messias, e da primeira-dama Janja da Silva. Lula também aproveitou a ocasião para antecipar parte da mensagem que levará à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) na próxima semana, onde pretende abordar questões de paz e responsabilizar os cinco países permanentes do Conselho de Segurança.
Apoio dos evangélicos e desafios futuros
No final de agosto de 2026, a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito declarou apoio à reeleição de Lula, afirmando que ele estaria alinhado a valores cristãos e representaria uma alternativa ao projeto político de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Contudo, a entidade destacou que esse apoio não implica um alinhamento automático com o governo, mantendo sua autonomia e capacidade de diálogo, especialmente em temas mais progressistas que geram conflitos com a denominação religiosa.
Opinião
A reunião de Lula com os pastores evangélicos evidencia a busca do presidente por apoio em um eleitorado tradicionalmente conservador, ao mesmo tempo em que reafirma a importância de manter as igrejas como espaços de diálogo e paz.





