O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tornou-se um dos principais alvos da direita durante a semana de julgamento do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF). Alcolumbre é acusado de barrar a votação de pedidos de abertura de processo de impeachment contra Moraes.
Com a escalada da crise no STF, a oposição voltou a pressionar Alcolumbre no Congresso. O candidato à presidência, Romeu Zema (Novo-MG), protestou em frente ao Congresso Nacional no dia 15 de setembro de 2026, cobrando a abertura de investigações contra Moraes. Zema criticou a credibilidade do STF, afirmando que “boa parte do Supremo está apodrecido” e acusou Alcolumbre de blindar os ministros da Suprema Corte.
Durante o protesto, Zema declarou que “Davi Alcolumbre é a ‘paquita do Xandão’” e mencionou que ele já engavetou mais de 100 pedidos de impeachment contra ministros, incluindo um pedido contra Moraes. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também organizou uma manifestação em Macapá no dia 13 de setembro de 2026, cobrando ações de Alcolumbre e afirmando que ele será considerado “um dos maiores covardes da história” se não pautar o impeachment de Moraes.
Alcolumbre, reeleito senador em 2022, não disputará as eleições de 2026, mas busca manter o controle da pauta do Senado. O líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), criticou a inércia de Alcolumbre e do Congresso, afirmando que a situação exige mudanças no regimento interno do Senado para reduzir o poder do presidente da Casa.
No dia 14 de setembro, Alcolumbre defendeu Moraes em pronunciamento no plenário do Senado, relembrando denúncias de outros casos e se posicionando contra as críticas.
Opinião
A pressão sobre Davi Alcolumbre reflete a crescente insatisfação da oposição com a condução do Senado e a necessidade de uma resposta mais firme diante das acusações que envolvem o STF.





