As contradições do PSD, partido liderado por Gilberto Kassab, se intensificam nas eleições estaduais de 2026. O pré-candidato ao governo de Santa Catarina, João Rodrigues, destaca-se ao afirmar sua posição como “direita raiz”, enquanto o partido busca alianças com o PT em cinco estados do Nordeste.
Movimentos Estratégicos
Rodrigues, que enfrenta o atual governador Jorginho Mello na corrida eleitoral, tenta atrair eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro, apesar do apoio público de Flávio Bolsonaro à reeleição de Mello. Essa estratégia revela a ambiguidade do PSD, que é visto como um partido “camaleão”.
Alianças no Nordeste
No Nordeste, o PSD mantém alianças com o PT em estados como Sergipe e Pernambuco. O governador Fábio Mitidieri busca reeleição com o apoio do senador petista Rogério Carvalho, enquanto a governadora Raquel Lyra busca o respaldo do PT para fortalecer sua candidatura.
Desafios no Rio de Janeiro
Em Rio de Janeiro, o ex-prefeito Eduardo Paes tenta formar uma frente com o PL, mas enfrenta resistência. A recusa do partido de Bolsonaro reflete a dificuldade do PSD em consolidar uma posição clara.
Estratégia de Kassab
Kassab, que lançou Ronaldo Caiado como pré-candidato à Presidência, critica o governo Lula enquanto mantém dois ministérios sob a influência do PSD. Essa dualidade levanta questões sobre a percepção do eleitor em relação à ambiguidade do partido.
PSD em Números
O PSD conta com 13 senadores e 49 deputados federais, governando seis estados: Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe e Rondônia.
Opinião
A flexibilidade do PSD pode ser vista como uma estratégia eficaz em um cenário político volátil, mas a falta de uma agenda clara pode afastar eleitores que buscam identificação ideológica.





