Política

Vereador Senival Moura é preso em operação do MP e pede afastamento do PT

Vereador Senival Moura é preso em operação do MP e pede afastamento do PT

O vereador Senival Moura foi preso no dia 25 de outubro durante a Operação Última Parada, realizada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo, sob suspeita de envolvimento com o PCC (Primeiro Comando da Capital). A operação investiga um esquema de lavagem de dinheiro através da Transunião, uma empresa de ônibus que opera na capital paulista.

Após sua prisão, Senival Moura solicitou o afastamento de sua filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT), justificando que deseja “se dedicar à sua defesa” e “não vincular os últimos acontecimentos ao partido”. O pedido foi divulgado pelo Diretório Municipal do PT.

A investigação que culminou na prisão de Senival começou em 2020, após o assassinato de Adauto Soares Jorge, o ex-presidente da Transunião, que foi morto após a descoberta de desvios financeiros na empresa. Documentos da investigação indicam que Senival controlava efetivamente a empresa, apesar de não estar formalmente na direção.

Na audiência de custódia realizada em 27 de outubro, a Justiça decidiu manter a prisão temporária do vereador, que é apontado como responsável por instrumentalizar a Transunião para um sistema financeiro clandestino a serviço do PCC. A polícia afirma que ele abriu as portas da empresa para a facção criminosa.

Além de Senival, outros dois homens foram detidos durante a operação: Jair Ramos de Freitas, conhecido como Cachorrão, e Devanil de Souza Nascimento, o Sapo, ambos com vínculos diretos com o vereador e réus no assassinato de Adauto. Dois homens são considerados foragidos.

Em resposta à operação, a gestão de Ricardo Nunes (MDB) decretou intervenção na Transunião, que abrange todos os bens da empresa e deve durar seis meses.

Opinião

A prisão de Senival Moura levanta questões sobre a relação entre política e crime organizado, exigindo uma resposta clara das autoridades.