O clima esquentou nas relações entre Brasil e Argentina após o ministro da Fazenda, Dario Durigan, chamar o presidente argentino, Javier Milei, de “palhaço”. A declaração veio em resposta às críticas de Milei, que atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do STF, Alexandre de Moraes, durante uma convenção do PL.
Brasil em posição favorável
Durigan enfatizou que o Brasil apresenta melhores índices em comparação com a Argentina, citando a inflação, a dívida pública e o risco país. Durante uma entrevista à Rádio Jornal, o ministro afirmou: “O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil e falou de Brasil, quando o risco país da Argentina é muito mais alto”.
Reações e comércio bilateral
As críticas de Milei geraram uma rápida reação da diplomacia brasileira, que convocou embaixadores para esclarecimentos, sinalizando um endurecimento nas relações entre os dois países. Apesar das tensões políticas, a Argentina se mantém como o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, com exportações brasileiras para o país somando US$ 18,1 bilhões em 2025.
Ajuda mútua em tempos de crise
Historicamente, a Argentina recorreu ao Brasil em momentos de crise. Em 2023, o Brasil aprovou um empréstimo de US$ 1 bilhão para ajudar a Argentina a evitar um colapso financeiro. Em 2024, Milei solicitou apoio brasileiro para enfrentar um desabastecimento de gás, destacando a interdependência econômica entre os dois países.
Minimizando previsões negativas
Durigan também tentou minimizar as previsões pessimistas sobre a economia brasileira, afirmando que não se deve acreditar em apocalipses econômicos. “Não dá pra entrar na onda dessas pessoas que dizem que vai virar apocalipse”, disse ele, ressaltando que o Brasil está em uma posição muito mais sólida do que a Argentina.
Opinião
A troca de farpas entre Durigan e Milei evidencia a tensão nas relações entre Brasil e Argentina, que, apesar das divergências políticas, continuam a depender uma da outra em várias questões econômicas.





