Em junho de 2023, o Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre o risco iminente de reintrodução e disseminação do sarampo no Brasil, especialmente devido ao fluxo intenso de viajantes para a Copa do Mundo 2026. A nota técnica destacava um cenário preocupante de alta transmissibilidade da doença nas Américas, indicando que “há um risco iminente de reintrodução do sarampo no Brasil após o retorno desses viajantes ou da chegada de estrangeiros, porventura infectados”.
No mesmo mês, a pasta recomendou a aplicação da chamada dose zero da vacina tríplice viral em crianças de 6 a 11 meses. O objetivo era reforçar a proteção contra o sarampo na faixa etária considerada mais suscetível à infecção e a formas graves. Na época, a zona norte de São Paulo registrava três casos da doença em crianças menores de 2 anos. Atualmente, a Secretaria de Saúde de São Paulo já confirma pelo menos 23 casos em 2026.
Sobre o Sarampo
O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa que já figurou como uma das principais causas de mortalidade infantil em todo o mundo. Apesar dos avanços significativos no controle e na prevenção por meio da vacinação, o sarampo ainda representa um desafio para a saúde pública, especialmente em regiões com baixas taxas de imunização. A transmissão do vírus ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Uma única pessoa infectada pode transmitir a doença para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.
Sintomas e Complicações
Os principais sinais e sintomas do sarampo incluem manchas vermelhas (exantema) e febre alta (acima de 38,5 graus), acompanhados de tosse seca, irritação nos olhos (conjuntivite) e mal-estar intenso. Complicações graves podem ocorrer, como pneumonia e encefalite, que podem levar a sequelas permanentes ou até mesmo à morte. Entre 1 e 3 de cada mil crianças infectadas pelo sarampo podem morrer em decorrência de complicações da doença.
Vacinação e Prevenção
A vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo, e atualmente estão disponíveis as vacinas tríplice viral e tetraviral. O esquema vacinal inclui duas doses a partir dos 12 meses. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) considera protegido todo indivíduo que tomou duas doses contra o sarampo na vida. Em situações de risco, a primeira dose pode ser aplicada a partir dos 6 meses, mas não deve ser considerada como parte do esquema de rotina.
Opinião
A crescente preocupação com o sarampo reforça a importância da vacinação em massa, especialmente em um contexto onde a mobilidade internacional aumenta os riscos de surtos.





