O Papa Leão XIV não precisará de tratamento adicional contra o câncer de pulmão. O Vaticano anunciou a informação após a confirmação de que a doença estava localizada e não havia se espalhado. O comunicado foi assinado pelo médico pessoal do Papa, Luigi Carbone, e pelo cirurgião Stefano Margaritora, chefe de cirurgia torácica do Hospital Gemelli, em Roma.
Os exames finais confirmaram o diagnóstico inicial de adenocarcinoma, o tipo mais comum de câncer de pulmão, que representa cerca de 40% dos casos. Segundo os médicos, uma avaliação oncológica posterior indicou que nenhum tratamento adicional é necessário.
O nódulo foi encontrado por acaso durante exames abdominais de rotina, e o Papa não apresentava sintomas. Margaritora explicou que a alteração foi detectada em exames que não estavam relacionados ao pulmão. O oncologista Stephen Liu, do Centro de Câncer Lombardi, da Universidade Georgetown, afirmou que as informações indicam um câncer em estágio inicial, onde a cirurgia é geralmente suficiente para a cura.
Recuperação e compromissos
O Papa Leão XIV revelou o nódulo durante a bênção dominical em 11 de outubro. Dois dias depois, passou por uma cirurgia para remover o lobo inferior do pulmão e recebeu alta no dia 17, quatro dias após a operação, superando as expectativas de internação que eram de uma semana. Mesmo internado, o Papa manteve sua agenda e se comunicou com o presidente russo, Vladimir Putin.
Viagem à América do Sul
O próximo grande compromisso do Papa será uma viagem ao Uruguai, Argentina e Peru, programada para ocorrer entre 6 e 17 de novembro. O itinerário inclui cerca de uma dúzia de voos, dois trajetos de helicóptero e paradas em cidades de grande altitude. Margaritora afirmou que não vê motivo clínico para cancelar a viagem, embora o Vaticano ainda não tenha confirmado oficialmente a agenda.
Opinião
A recuperação rápida do Papa Leão XIV e a confirmação de que não há necessidade de tratamento adicional trazem alívio e esperança para os fiéis e admiradores ao redor do mundo.





