Durante a manhã de 29 de outubro de 2023, agentes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS) realizaram uma nova fase da Operação Infiltrados, focando em um advogado em Campo Grande. Esta segunda fase, denominada “Obstructio”, resultou no cumprimento de um mandado de prisão e dois mandados de busca e apreensão na capital sul-mato-grossense.
A operação foi realizada na rua 14 de julho, no Centro de Campo Grande, onde diversos escritórios de advocacia estão localizados. O Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MPMS) confirmou que o alvo da operação é um profissional da advocacia, o que levou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) a acompanhar as diligências.
Vazamento de Informações
As investigações do MPMS visam apurar um suposto vazamento de informações sigilosas que ocorreu durante a deflagração da Operação Infiltrados, no último dia 24. O órgão destacou que já existem evidências de uma comunicação criminosa que prejudicou diretamente a investigação do Gaeco. Por conta disso, o termo “Obstructio” foi escolhido para nomear a ação, uma vez que o advogado em questão teria dificultado o cumprimento das medidas judiciais.
Desdobramentos da Operação Infiltrados
A Operação Infiltrados foi iniciada em conjunto com as corregedorias das polícias Civil e Militar e tem como objetivo investigar suspeitas de tráfico de drogas e outros crimes envolvendo integrantes das forças de segurança pública. Na primeira fase, foram expedidos 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos.
Até o momento, o MPMS já cumpriu mandados de prisão preventiva contra nove policiais civis, dois policiais militares e um policial penal. As investigações tiveram início em outubro de 2025, quando elementos relacionados ao caso foram localizados durante operações anteriores. O grupo investigado é suspeito de desvio de drogas apreendidas, especialmente cocaína, que poderiam ser repassadas a traficantes e retornadas ao mercado ilegal.
Opinião
A continuidade das investigações e a prisão de um advogado demonstram a seriedade com que o Gaeco trata o combate à corrupção e ao crime organizado em Mato Grosso do Sul.





