As quedas são uma preocupação crescente para a saúde pública no Brasil, resultando na hospitalização de mais de 100 mil idosos com mais de 60 anos anualmente, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Esses acidentes se tornaram a principal causa de internação por traumas nessa faixa etária.
Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz e da Universidade Federal de Minas Gerais revelou que 39% dos idosos tiveram duas ou mais quedas em um período de 12 meses, entre 2023 e 2024. O ortopedista Bruno Arnaldo Bonacin Moura, consultor médico da Neoortho, um dos principais fabricantes de implantes ortopédicos do país, destaca que as quedas não apenas afetam a saúde individual dos idosos, mas também geram altos custos ao sistema de saúde devido a fraturas e cirurgias necessárias.
Lesões Comuns e Consequências
As lesões mais frequentes resultantes de quedas incluem fraturas do fêmur proximal, fraturas de punho e úmero proximal, além de traumatismos cranianos em casos mais graves. Moura enfatiza a importância de medidas preventivas para reduzir esses acidentes e suas consequências.
Prevenção e Cuidados em Casa
A prática de atividades físicas regulares é fundamental para a prevenção de quedas. O ortopedista explica que a sarcopenia, a perda de equilíbrio e a osteoporose são fatores que aumentam o risco de quedas entre os idosos. Exercícios de fortalecimento e equilíbrio podem ser grandes aliados na redução desse risco, melhorando a estabilidade postural e a coordenação.
Além disso, ambientes inadequados em casa, como tapetes soltos e iluminação insuficiente, aumentam o risco de quedas. Moura recomenda a instalação de luzes com sensor de presença, a remoção de tapetes e a adaptação de banheiros com barras de apoio.
Tecnologia Médica e Qualidade de Vida
Com o aumento da população idosa, que representa 15,6% da população brasileira segundo o IBGE-2023, a tecnologia médica tem evoluído para melhorar a recuperação e preservar a mobilidade dos pacientes. Moura afirma que a ortopedia moderna não se limita a tratar fraturas, mas visa manter a funcionalidade e a autonomia dos idosos.
A utilização de implantes modernos e técnicas cirúrgicas menos invasivas permite uma recuperação mais rápida e reduz complicações, como a imobilidade prolongada. A cirurgia de fratura de fêmur, por exemplo, permite apoio imediato e movimentação rápida do paciente, evitando complicações secundárias.
Opinião
A prevenção de quedas deve ser prioridade em políticas públicas, considerando o aumento da população idosa e os riscos associados a esse fenômeno.




