No Dia Nacional de Luta pela Redução da Mortalidade Materna, celebrado em 28 de maio, o Ministério da Saúde ressalta a importância dos cuidados no período pré-natal e pós-parto para a saúde das mães e bebês indígenas. A data promove um diálogo nacional sobre a necessidade de ampliar as políticas públicas voltadas ao cuidado integral das gestantes, especialmente em áreas de difícil acesso.
A Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) coordena ações que incluem a ampliação do acesso ao pré-natal e a qualificação das equipes multiprofissionais de saúde indígena. A secretária-adjunta da Sesai, Putira Sacuena, afirmou que é fundamental garantir que as mulheres indígenas tenham acesso a uma assistência qualificada e humanizada, respeitando suas culturas e territórios.
A Rede Alyne e suas iniciativas
O Ministério da Saúde também destaca a Rede Alyne, uma política nacional voltada à redução da morbimortalidade materna e infantil, que busca garantir atenção humanizada à gestante e fortalecer a articulação entre os diferentes níveis de atenção à saúde.
Ações em Distritos Sanitários Especiais Indígenas
Nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei), a Sesai intensificou o monitoramento dos indicadores maternos e infantis, ampliando as ações de qualificação das equipes de saúde. As iniciativas incluem prevenção e tratamento de infecções sexualmente transmissíveis e a ampliação do acesso a métodos contraceptivos, garantindo maior autonomia às mulheres indígenas sobre sua saúde reprodutiva.
Projeto Cuidado Especializado Digital
Outra estratégia importante é o Projeto Cuidado Especializado Digital (CED), desenvolvido em parceria com o Hospital Sírio-Libanês. Essa iniciativa visa ampliar o acesso à atenção especializada em áreas remotas por meio de teleconsultas e teleinterconsultas.
Oficina em São Gabriel da Cachoeira
Entre os dias 20 e 22 de maio, o Dsei Alto Rio Negro promoveu a oficina “Telessaúde na Linha de Cuidado Materna” em São Gabriel da Cachoeira (AM). O evento reuniu profissionais de saúde e lideranças indígenas para discutir desafios e estratégias relacionadas à assistência materna em regiões remotas, abordando temas como telemonitoramento e humanização do parto.
Integração de saberes
A oficina destacou a importância da integração entre saberes tradicionais e práticas de saúde, com debates sobre a atuação de parteiras indígenas e direitos das gestantes. A ação contou com o apoio de várias instituições, reforçando a articulação em defesa da saúde materna indígena.
Opinião
A saúde das gestantes indígenas é um tema crucial e a ampliação das políticas públicas é essencial para garantir um atendimento de qualidade e respeitoso, que considere as especificidades culturais e territoriais desses povos.





