A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgaram dados significativos sobre a vacinação infantil no Brasil. O país conseguiu reduzir o número de crianças que não receberam a primeira dose da vacina pentavalente de 360 mil em 2023 para apenas 50 mil em 2025, o que representa uma impressionante redução de 90% nos últimos anos.
Avanços significativos na vacinação
A vacina pentavalente é crucial, pois protege contra doenças como difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções por Haemophilus influenzae tipo b (Hib), que podem causar complicações graves, incluindo meningite e pneumonia. Os dados, divulgados em 15 de julho de 2026, mostram que o Brasil deixou de fazer parte da lista dos 20 países com mais crianças zero-dose, evidenciando um dos maiores avanços mundiais na recuperação da cobertura vacinal infantil.
Melhora contínua na cobertura vacinal
Entre 2019 e 2025, o Brasil registrou um aumento de 19 pontos percentuais na cobertura vacinal. Este resultado é atribuído ao fortalecimento das ações de imunização, que incluem a intensificação de campanhas de vacinação e a melhoria dos sistemas de informação do Programa Nacional de Imunizações (PNI). As organizações ressaltam que a precisão e a completude dos dados sobre imunização foram aprimoradas, o que contribuiu para o sucesso na redução do número de crianças zero-dose.
Cenário global e regional
Em um contexto mundial, a recuperação da vacinação infantil avança lentamente. Aproximadamente 116 milhões de crianças receberam ao menos uma dose da vacina DTP em 2025. No entanto, a cobertura global ainda está abaixo dos níveis pré-pandemia, com 13,5 milhões de crianças sem a primeira dose da vacina. O Brasil se destaca entre os 17 países que conseguiram aumentar a cobertura vacinal em mais de cinco pontos percentuais nesse período, apresentando o segundo maior crescimento.
Desempenho nas Américas
Na região das Américas, o Brasil se destacou ao manter a tendência de recuperação da vacinação infantil, enquanto outros países enfrentaram quedas na cobertura. O número de crianças zero-dose no Brasil é significativamente menor em comparação com países como México, Venezuela, Argentina e Bolívia, que ainda têm altas taxas de crianças não vacinadas.
Opinião
A redução drástica de crianças zero-dose no Brasil é um sinal positivo e reflete o esforço contínuo em melhorar a saúde pública. A manutenção desse avanço é crucial para garantir a proteção da população infantil e prevenir surtos de doenças.





