Uma pesquisa recente revelou que 70% dos brasileiros com diabetes afirmam que a doença impacta significativamente seu bem-estar emocional. Além disso, 78% dos entrevistados relatam ansiedade ou preocupação com o futuro, evidenciando a gravidade da situação. O levantamento, realizado pelo Global Wellness Institute (GWI) em parceria com a Roche Diagnóstica, envolveu 4.326 pessoas em 22 países e mostrou que o Brasil ocupa a 6ª posição mundial em casos de diabetes, com 16,6 milhões de adultos diagnosticados.
Impacto emocional e limitações do diabetes
Os dados da pesquisa indicam que dois em cada cinco pacientes se sentem sós ou isolados devido à doença. Para 56% dos entrevistados, o diabetes limita a capacidade de passar o dia fora de casa, enquanto 46%</strong% afirmam ter dificuldades em situações comuns, como trânsito ou reuniões longas. Esses números revelam a necessidade urgente de um modelo de cuidado mais eficaz.
Demandas por tecnologias de monitoramento
O estudo também destacou que 44% dos brasileiros com diabetes defendem a priorização de tecnologias que possam prever mudanças nos níveis de glicose. O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, André Vianna, enfatizou que o uso de tecnologias pode ser um diferencial, especialmente para pacientes com diabetes tipo 1, que enfrentam oscilações significativas na glicemia.
Decisão do Ministério da Saúde e reação da Câmara
Em janeiro de 2025, o Ministério da Saúde decidiu não incorporar o monitoramento contínuo da glicose ao SUS, gerando descontentamento entre os pacientes. A decisão, divulgada na Portaria número 2, contrasta com uma proposta da Comissão de Saúde da Câmara, que aprovou o Projeto de Lei 323/25 para fornecer dispositivos de monitoramento ao SUS. Essa proposta ainda precisa passar por outras comissões antes de ser aprovada.
Opinião
A falta de acesso a tecnologias de monitoramento contínuo de glicose no SUS é um retrocesso para a saúde pública, especialmente em um país com tantos casos de diabetes. É fundamental que as autoridades considerem as necessidades dos pacientes e busquem soluções eficazes.





