Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, foi preso no dia 07/07/2026 durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne da Polícia Federal. A prisão ocorreu em sua residência, localizada em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, onde os agentes federais encontraram um fuzil no carro do político, considerado uma arma de guerra de uso restrito.
No dia seguinte, 08/07/2026, Canella passou por uma audiência de custódia e decidiu-se pela manutenção de sua prisão. Ele foi transferido para a Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, situada no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro.
Além de Canella, a operação também visou o ex-secretário de Polícia Civil do Rio, Marcus Amim, que teve um mandado de busca e apreensão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações revelam que ambos estão envolvidos em um esquema criminoso que utilizava uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio para lavagem de dinheiro.
Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicou que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. A Polícia Federal informou que os investigados poderão responder por organização criminosa, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, entre outros crimes que podem surgir durante as investigações.
Opinião
A prisão de Márcio Canella e as implicações da Operação Unha e Carne revelam a gravidade da corrupção que atinge a política local, exigindo uma resposta firme das autoridades.





