O Brasil se tornou, em julho de 2026, o segundo país mais tarifado pelos Estados Unidos, atrás apenas da China. Essa mudança ocorreu entre os dias 22 e 24, quando o governo de Donald Trump implementou uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.
A nova penalização se somou a uma tarifa adicional de 12,5% aplicada devido a uma investigação sobre trabalho forçado, elevando a tarifa média para 17,7%. Em comparação, a tarifa média aplicada à China atingiu 27,2%.
Impacto das novas tarifas
A mudança na política tarifária americana alterou a lógica do comércio internacional. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) justificou a tarifa de 25% alegando problemas relacionados ao comércio digital e decisões do Judiciário brasileiro que afetaram plataformas e serviços americanos.
Embora a tarifa média de importação americana tenha variado pouco, o Brasil e a China agora concentram as maiores desvantagens tarifárias. Enquanto outros países conseguiram negociar reduções, o governo brasileiro manteve uma postura de enfrentamento às medidas americanas.
Exportações e reações do governo
No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras para os Estados Unidos totalizaram US$ 17,4 bilhões, o menor valor para um primeiro semestre desde 2023. Apesar disso, cerca de 85% das exportações brasileiras para os EUA estão isentas de novas tarifas, incluindo produtos estratégicos como aeronaves e café.
Em resposta às novas tarifas, o governo Lula acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC), alegando que as medidas violam as regras do comércio internacional. No entanto, a OMC enfrenta um obstáculo significativo, já que seu Órgão de Apelação está paralisado desde 2019.
Opinião
A situação tarifária entre Brasil e EUA evidencia a complexidade do comércio internacional e a necessidade de uma estratégia mais eficaz para proteger os interesses brasileiros.





