A reunião da cúpula do PL em Brasília, realizada no dia 12 de maio de 2026, teve como foco a definição do palanque do presidenciável Flávio Bolsonaro em Minas Gerais. Apesar de não ter anunciado oficialmente seu candidato ao governo estadual, a reunião consolidou um movimento estratégico em resposta à vantagem de Lula nas pesquisas eleitorais.
Na ocasião, Flávio, junto com o senador Rogério Marinho e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, decidiu avançar nas negociações com o Republicanos, liderado pelo senador Cleitinho Azevedo. A decisão foi influenciada pela impossibilidade de formar uma aliança com o governador Mateus Simões (PSD), devido a seu apoio à candidatura presidencial de Romeu Zema (Novo).
Pesquisa e Cenário Eleitoral
As pesquisas mostram uma situação delicada para a direita em Minas Gerais. A pesquisa Genial/Quaest, realizada entre 22 e 26 de abril de 2026, revelou que Lula tem 39% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 33%. No segundo turno, a diferença é mínima, com Lula marcando 42% e Flávio 41%. Em contrapartida, Cleitinho lidera as pesquisas estaduais com uma variação de 30% a 37% das intenções de voto, superando adversários como Alexandre Kalil (PDT) e Rodrigo Pacheco (PSB).
Próximos Passos do PL
O PL pretende anunciar seu candidato ao governo de Minas Gerais até o início de junho de 2026. Apesar da intensificação das negociações com Cleitinho, a possibilidade de uma candidatura própria do PL ainda não foi descartada, com nomes como Flávio Roscoe e Vittorio Medioli sendo considerados para a chapa. Contudo, a urgência das articulações e a proximidade das convenções partidárias de julho levaram a uma revisão das estratégias iniciais, que visavam evitar acordos com o grupo de Zema.
Opinião
A aliança entre Flávio Bolsonaro e Cleitinho Azevedo representa uma tentativa da direita em Minas Gerais de se fortalecer diante do cenário desafiador imposto por Lula nas pesquisas, o que pode redefinir o panorama eleitoral no estado.





