O dólar perdeu força contra o real nesta terça-feira (3), apresentando uma queda de 0,78% e sendo cotado a R$ 5,2163. O movimento reflete a tendência observada nos mercados globais de câmbio, onde a moeda americana se desvalorizou frente à maioria das 33 divisas mais líquidas.
A cotação mínima do dia foi de R$ 5,20, mas não conseguiu se manter nesse patamar. O euro comercial também seguiu a mesma direção, caindo 0,47% e sendo negociado a R$ 6,1678. O DXY, indicador que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, registrou uma queda de 0,18%, alcançando 97,458 pontos.
Indicação de Warsh e a Ata do Copom
A queda do dólar se intensificou após a indicação de Kevin Warsh para o comando do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA. Com as incertezas sobre a nomeação diminuindo, o cenário externo tende a se alinhar à desvalorização generalizada da moeda americana, que já é observada desde o ano passado.
A divulgação da ata do Comitê de Política Monetária do Banco Central (BC) também foi um fator importante, reforçando a necessidade de juros restritivos e indicando que a magnitude e a duração do ciclo de cortes de juros dependerão dos dados disponíveis. A expectativa de que a Selic permaneça em patamar elevado deve fornecer suporte ao real.
Expectativas Fiscais e Riscos
Entretanto, a Porto Asset alertou que as expectativas fiscais do país, com elevado gasto público, e uma possível mudança na trajetória do dólar, em decorrência da nova indicação do Fed, trazem riscos para a moeda brasileira. O relatório afirma: “Os riscos monitorados são majoritariamente vinculados ao câmbio”.
A Wagner Investimentos também corroborou essa análise, prevendo que o dólar deve continuar a se enfraquecer a longo prazo, embora de forma menos agressiva. A consultoria destacou que será importante acompanhar as primeiras entrevistas de Warsh para entender melhor o cenário futuro.
Opinião
A recente movimentação do dólar e as decisões do Copom indicam um cenário de incerteza que pode impactar diretamente a economia brasileira, exigindo atenção redobrada dos investidores.





