Neste sábado, 25 de julho, é celebrado o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, um marco importante que homenageia a luta pelos direitos das mulheres negras no Brasil. Desde 2014, essa data também coincide com o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, que existe desde 1992.
Tereza de Benguela, uma figura emblemática do século 18, foi a líder do Quilombo do Quariterê, localizado em Mato Grosso. Após a morte de seu marido, José Piolho, pelas mãos de soldados do estado, Tereza se tornou uma referência de resistência e luta, governando a comunidade de mais de 100 pessoas por cerca de 20 anos.
Urgência na titulação de terras
No contexto das comemorações, Selma Dealdina Mbaye, da Coordenação Nacional de Comunidades Negras Rurais Quilombolas, ressaltou a urgência da titulação de terras quilombolas. Ela afirma que a força de Tereza de Benguela ainda ressoa na luta das mulheres por seus direitos territoriais. “A maioria do público dos territórios quilombos é formada por mulheres e essas mulheres também anseiam ver os seus territórios titulados, livres de grilagem de terras, da exploração, da mineração, livre de todas as violências e violações”, declarou Selma.
Atualmente, o Brasil abriga mais de 8 mil quilombos, com uma população que ultrapassa 1,3 milhão de pessoas, distribuídas em 24 estados e mais de 1,7 mil municípios. A titulação de terras quilombolas é uma questão crucial para garantir a segurança e os direitos dessas comunidades.
Julho das Pretas e Marcha das Mulheres Negras
Desde 2013, o mês de julho é marcado pelo Julho das Pretas, uma iniciativa que promove diversas atividades em todo o país, com mais de 600 eventos organizados por quase 300 coletivos. Entre as ações, destaca-se a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, que exige justiça por Luana Barbosa, uma mulher negra e lésbica brutalmente assassinada há dez anos.
Opinião
A luta pela titulação de terras quilombolas é uma questão de justiça social que deve ser urgentemente abordada, reforçando o legado de resistência de Tereza de Benguela.





