O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou, em 29 de abril de 2026, uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que agora se encontra em 14,5% ao ano. Esta é a segunda redução consecutiva da Selic, mas as perspectivas para futuras quedas ainda são incertas.
O jornalista e analista econômico, Guido Orgis, comentou sobre a situação no programa Gazeta Agora, ressaltando que a queda foi modesta e que o Banco Central demonstra pouco espaço para novas reduções. Ele afirmou: “Ainda é uma taxa altíssima e que está fazendo efeito na economia”.
Desafios do governo Lula
Um dos principais fatores que contribuem para a alta da taxa de juros é a política econômica do governo Lula, que tem enfrentado dificuldades em controlar a dívida pública. O governo apostou em um arcabouço fiscal que, até o momento, não obteve sucesso em conter o crescimento da dívida. Guido observou que os estímulos fiscais dos últimos quatro anos refletem na atual taxa de juros.
Impactos da guerra no Irã
Outro fator que influencia a economia brasileira é a guerra no Irã, que está afetando o preço do petróleo. O Estreito de Ormuz, vital para a produção mundial de petróleo, permanece fechado, e o preço do barril já ultrapassou os US$ 100. Guido alertou que qualquer aumento nos preços dos combustíveis pode impactar a meta de inflação e forçar o Banco Central a revisar sua política de juros.
Programa Desenrola 2
O governo federal está prestes a lançar o Desenrola 2, um programa de renegociação de dívidas que permitirá aos trabalhadores utilizar até 20% do FGTS para quitar débitos. No entanto, Guido considera que este é mais um programa eleitoreiro, com um custo estimado de até R$ 9 bilhões para os cofres públicos. A origem desses fundos ainda é uma questão em aberto, com propostas controversas em discussão.
Opinião
É necessário que o governo tome medidas eficazes para controlar a dívida pública e estabilizar a economia, evitando que a população sofra ainda mais com as altas taxas de juros.





