Um ataque brutal ocorreu em Caarapó, Mato Grosso do Sul, no dia 25 de setembro de 2025, quando indígenas da comunidade Guarani-Kaiowá foram recebidos a tiros ao tentarem resgatar outros indígenas sequestrados. O episódio foi documentado no relatório do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), intitulado Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil, Dados de 2025.
Detalhes do Ataque
O ataque ocorreu em meio a uma disputa territorial relacionada à Terra Indígena Guyraroka e à Fazenda Ipuitã. Indígenas que tentavam recuperar seus parentes sequestrados foram recebidos por pistoleiros que dispararam contra eles. O relatório do Cimi não especifica quantos indígenas foram sequestrados nem os responsáveis pelo ato.
Ato de Intimidação
Além dos disparos, o Cimi relata que dois cães foram enterrados vivos como forma de intimidação. O documento classifica essa ação como uma grave violação dos direitos humanos, ressaltando a crescente violência contra as comunidades indígenas no Brasil.
Contexto de Conflitos
A violência em Caarapó não é um caso isolado. O relatório menciona que, em 2025, ocorreram 38 tentativas de assassinato de indígenas em todo o Brasil, sendo 18 delas em Mato Grosso do Sul, onde 37 indígenas foram mortos. A Tropa de Choque da Polícia Militar atuou na retomada da Fazenda Ipuitã apenas três dias antes do ataque, em 22 de setembro de 2025, resultando em despejos sem ordem judicial.
Violência Contínua
Os conflitos se intensificaram após o ataque de setembro, com protestos e confrontos ocorrendo até outubro. O Cimi destaca que a maior parte da Terra Indígena permanece ocupada por fazendeiros, enquanto o processo de demarcação aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).
Opinião
Os episódios de violência contra os Guarani-Kaiowá em Caarapó refletem uma triste realidade de violação de direitos humanos no Brasil, exigindo atenção e ação urgente das autoridades competentes.





