Economia

Grupo Casas Bahia e Marabraz lideram pedidos de recuperação judicial no varejo

Grupo Casas Bahia e Marabraz lideram pedidos de recuperação judicial no varejo

O cenário do varejo brasileiro se agrava, com 986 empresas em recuperação judicial, representando uma alta de 20,4% em relação ao ano anterior. Os dados são do Monitor RGF-BIZDOC, que acompanha as recuperações e falências no Brasil.

No primeiro semestre de 2026, o aumento foi de 6,6%, embora a incidência de recuperação judicial no setor seja de apenas 0,16 empresa por mil empresas ativas, a menor entre os grandes setores econômicos.

Impacto no setor de varejo

Atualmente, o varejo responde por 12,4% das empresas em recuperação judicial no país, com 686 empresas em falência. Entre os segmentos mais afetados, os postos de combustíveis lideram com 182 casos, seguidos por hipermercados, supermercados e comércio de peças para veículos.

Grandes redes em dificuldades

O ano de 2026 foi marcado por pedidos significativos de recuperação judicial entre grandes redes. O Grupo Casas Bahia solicitou recuperação judicial com um passivo de R$ 17,3 bilhões, após já ter feito uma recuperação extrajudicial em 2024. Além disso, a Marabraz entrou com pedido de recuperação judicial, devendo R$ 140,188 milhões.

Outro exemplo é o Grupo Toky, que controla a Tok&Stok e a Mobly, e entrou em recuperação judicial em maio com dívidas de aproximadamente R$ 1,1 bilhão.

Opinião

O aumento das recuperações judiciais no varejo é um sinal preocupante, refletindo a instabilidade econômica e a necessidade urgente de soluções eficazes para o setor.