Internacional

Guarda Revolucionária do Irã suspeita de ataque ao cargueiro Ever Lovely no Golfo

Guarda Revolucionária do Irã suspeita de ataque ao cargueiro Ever Lovely no Golfo

Um navio de carga, identificado como Ever Lovely, relatou uma suspeita de ataque ao tentar atravessar o Estreito de Ormuz próximo à costa de Omã no dia 25 de outubro. A informação foi divulgada pela UKMTO, agência marítima da Marinha britânica.

A Organização Marítima Internacional (IMO), uma agência da ONU, está atualmente auxiliando embarcações a deixarem o Golfo, onde centenas de navios permanecem retidos desde o início da guerra envolvendo o Irã, que começou no fim de fevereiro.

Detalhes do Incidente

Segundo a UKMTO, o Ever Lovely informou ter sido atingido no lado de estibordo por um projétil a cerca de 7,5 milhas náuticas a sudeste do porto de Dahit. Outra fonte de segurança marítima indicou que o navio provavelmente foi alvo de um drone, embora a autoria do ataque ainda não esteja clara.

A Guarda Revolucionária do Irã declarou que a passagem segura pelo estreito só será possível por meio de rotas designadas por eles, prometendo tomar medidas contra embarcações que não cumprirem essas determinações. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, comentou que se o Irã ameaçar ou bloquear navios no estreito, isso poderá resultar em um problema significativo.

Impactos e Investigações

Após o incidente, os preços do petróleo subiram cerca de 1%, reacendendo preocupações sobre o tempo que levará para que o fluxo de petróleo do Golfo retorne aos níveis normais. A avaliação inicial do grupo britânico de gestão de riscos marítimos Vanguard e outras fontes de segurança classificaram o incidente como um ataque.

O impacto causou danos à ponte de comando do Ever Lovely, mas, felizmente, não houve vítimas nem danos ambientais. A UKMTO informou que as autoridades estão investigando o incidente e orientando as embarcações a navegarem com cautela.

Opinião

O incidente no Estreito de Ormuz evidencia a crescente tensão na região e as consequências para o comércio marítimo e os mercados globais de petróleo.