Ciro Gomes foi lançado como pré-candidato ao governo do Ceará, mas pode optar pela eleição ao Palácio do Planalto. O presidenciável tucano afirmou que deve decidir até a primeira quinzena de maio se disputará a Presidência da República pela quinta vez ou o governo do Ceará nas eleições de 2026.
A declaração foi feita durante evento realizado no Clube Juventus, em São Paulo, onde se reuniram pré-candidatos a deputado estadual e federal pelo PSDB. Esta foi a primeira agenda pública do presidenciável após receber convite do presidente nacional do partido, Aécio Neves, para concorrer ao Palácio do Planalto pela legenda.
Reflexão sobre a derrota de 2022
Ciro Gomes relembrou o impacto do resultado eleitoral de 2022, quando ficou em terceiro lugar no Ceará. “Foi uma humilhação profunda. Foi a primeira vez que perdi uma eleição no Ceará”, declarou. Diante desse cenário, ele considera a possibilidade de disputar o governo estadual, o que poderia contornar entraves partidários.
Apoios e alianças
Após deixar o PDT e retornar ao PSDB, Ciro Gomes recebeu apoio do PL e do União Brasil para formar uma chapa de direita no Ceará, visando impedir a reeleição do governador petista Elmano de Freitas. No entanto, a aliança foi suspensa após atritos com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. As conversas foram retomadas com o presidenciável Flávio Bolsonaro, mas a confirmação de uma frente de oposição ainda está pendente.
Críticas à segurança pública
Ciro Gomes também criticou a falta de recursos federais para a segurança pública, especialmente no Ceará, que enfrenta a expansão do crime organizado. “Quero saber quem, sendo cristão de verdade, aceita que um país como o Brasil gaste mais com propaganda do governo do que com segurança pública”, afirmou.
Opinião
A decisão de Ciro Gomes entre a candidatura à Presidência e ao governo do Ceará pode moldar o cenário político das próximas eleições, refletindo as tensões internas do PSDB e as demandas da população.





