Quando a Fifa anunciou, em abril, a lista de árbitros para a Copa do Mundo 2026, o nome de Omar Artan foi celebrado como o primeiro árbitro somaliano a apitar no torneio. No entanto, na segunda-feira, o Ministério dos Esportes da Somália informou que Artan, mesmo com visto válido, foi barrado na imigração dos EUA.
A Fifa declarou que não se envolve em processos de imigração e que a situação de Artan não será alterada. Clise Aden Abshir, conselheiro do Ministério dos Esportes somaliano, criticou a decisão, afirmando que isso prejudica o compromisso do futebol com a justiça e o espírito do jogo limpo. Após ser barrado, Artan retornou a Istambul, onde obteve o visto.
Outros casos de restrições
Além de Artan, a seleção do Iraque também enfrentou problemas. Um fotógrafo da delegação foi barrado em Chicago, enquanto o atacante Aymen Hussein foi retido por sete horas na imigração. O meia haitiano Woodensky Pierre teve dificuldades para obter visto, mas finalmente chegou aos EUA para se juntar à equipe.
As restrições de vistos afetam sete países classificados para a Copa, incluindo Irã e Haiti, cujos cidadãos enfrentam grandes dificuldades para entrar nos EUA. O governo americano não apresentou razões para a decisão sobre Artan, e muitos temem que a segurança do evento seja marcada por ações de imigração.
A delegação iraniana e a política americana
A delegação iraniana ficará baseada em Tijuana, no México, e viajará para os EUA apenas na véspera dos jogos. O presidente da federação iraniana, Mehdi Taj, criticou as ações dos EUA, afirmando que refletem uma falta de igualdade entre as equipes.
Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, vê a Copa do Mundo como uma celebração importante, mas sua política migratória gera tensões que podem afetar o evento.
Opinião
A situação de Omar Artan e as restrições enfrentadas por jogadores e comissões técnicas evidenciam a complexidade das relações entre política e esportes, especialmente em eventos de grande magnitude como a Copa do Mundo.





