O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em conversas decisivas para indicar o ex-ministro Márcio França (PSB) como vice do pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT). Na última semana, Lula se reuniu com França e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para discutir a formação do palanque estadual.
França, que é ex-governador de São Paulo, expressou que sua prioridade é a disputa pelo Senado, mas deixou claro que respeitará a decisão de Lula. “A decisão que o presidente tomar eu respeitarei porque eu reconheço que, na ordem da importância das coisas, manter a Presidência da República com o Lula é muito superior a qualquer outra coisa”, afirmou França.
Pressão por Vagas e Chapa de Haddad
Enquanto isso, Haddad deve anunciar sua chapa completa no início de outubro. França reivindica a prerrogativa de disputar a eleição para o Senado, mas a tendência é que a vice fique com ele. O governador e pré-candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), já tem sua chapa definida, o que aumenta a pressão sobre a candidatura de Haddad.
O ex-ministro do Empreendedorismo também defendeu que a chapa de Haddad tenha uma maior presença de mulheres, em contraste com a de Tarcísio, que é composta apenas por homens brancos. O ex-governador ressaltou que a falta de definição tem atrapalhado não só a pré-candidatura de Haddad, mas também dos pré-candidatos progressistas ao Senado.
O Cenário Político em São Paulo
O PSB já lançou a pré-candidatura da ex-ministra Simone Tebet para o Senado, enquanto a ex-ministra Marina Silva (Rede) tenta garantir a outra vaga. França, que já teve sua pré-candidatura ao governo retirada em negociações anteriores, agora pode ser confirmado como vice de Haddad, o que tornaria a chapa semelhante à de 2022.
Opinião
A articulação de Lula em São Paulo mostra a complexidade das alianças políticas e a importância de uma chapa forte para enfrentar a concorrência nas eleições.





