Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência, declarou que não apoiará Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em nenhuma circunstância, nem mesmo em um eventual segundo turno. A afirmação veio em resposta à declaração de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, que havia comentado sobre a aliança do Centrão em favor da reeleição de Lula.
Divergências na estratégia do PSD
Caiado enfatizou sua posição em um post nas redes sociais, afirmando que sua candidatura visa retirar o PT do poder e oferecer uma alternativa de direita. A declaração de Kassab, que é candidato a vice na chapa de Caiado, mencionou que os partidos do Centrão já estão alinhados com Lula, o que gerou um descontentamento imediato por parte do governador de Goiás.
Histórico de oposição ao PT
O candidato destacou seus 37 anos de oposição ao PT, lembrando que disputou a Presidência contra Lula em 1989 e participou do impeachment de Dilma Rousseff em 2016. Caiado disse: “Não há acordo, não há negociação, não há segundo turno em que isso aconteça”.
Expectativas sobre o tempo de TV
Kassab acredita que o aumento do tempo de televisão será um fator crucial para a campanha de Caiado, que, segundo ele, poderá passar de 50 segundos para quase 2 minutos e 20 segundos. Essa mudança é vista como uma oportunidade para expor as propostas de Caiado ao eleitorado nacional.
Reações da direita
A fala de Kassab provocou reações entre adversários de Lula. Flávio Bolsonaro e Romeu Zema manifestaram apoio à união dos candidatos de direita contra o petista. Zema afirmou que votaria “até num copo” contra Lula, caso não estivesse no segundo turno.
Opinião
A polarização entre Caiado e Kassab evidencia os desafios que o PSD enfrenta na construção de uma candidatura coesa e competitiva na corrida presidencial de 2026.





