Economia

Lula provoca crise na tilápia: importações do Vietnã disparam e setor teme colapso

Lula provoca crise na tilápia: importações do Vietnã disparam e setor teme colapso

Nos últimos 12 anos, a produção de tilápia no Brasil cresceu a uma média de 10% ao ano, mas em 2026, o setor enfrenta um cenário alarmante devido a um acordo do governo Lula com o Vietnã. O presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros, afirma que o crescimento da produção será zero este ano, enquanto as importações de filé de tilápia do Vietnã triplicaram, passando de 1.407 toneladas em janeiro para 4.892 toneladas em agosto.

Acordo Brasil-Vietnã e suas consequências

O acordo assinado em julho de 2025 durante a Cúpula do BRICS abriu o mercado brasileiro de pescados em troca da autorização para importação da carne bovina brasileira pelo Vietnã. A JBS, maior importadora de filé de tilápia do Vietnã, rapidamente fechou contratos para trazer o produto ao Brasil, afetando a produção local.

Preocupações do setor e possíveis impactos

Além das importações crescentes, o governo Lula enfrenta críticas por considerar a tilápia como uma espécie invasora. Essa classificação pode ter impactos devastadores para as cooperativas no Oeste do Paraná, onde milhares de piscicultores dependem da produção. O grupo de trabalho da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) recebeu 180 dias adicionais para concluir um relatório sobre a tilápia, enquanto o Ministério do Meio Ambiente (MMA) afirma que a classificação não implica proibição automática.

Investimentos e produção do setor

O segmento de tilápia acumula mais de R$ 6 bilhões em investimentos e gera uma produção anual de R$ 9,5 bilhões. Medeiros critica a falta de análise de risco de impacto regulatório por parte do MMA, questionando se o governo irá compensar os prejuízos caso a classificação da tilápia se concretize.

Opinião

A situação da tilápia no Brasil reflete um dilema entre acordos internacionais e a preservação do mercado local. É essencial que as decisões do governo considerem o impacto sobre os produtores e a economia regional.