A Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu manter preso o militar do Exército Victor Vicentin Rocha, de 22 anos, investigado por provocar o acidente de trânsito que matou a vigilante Miriam Rosa Matos, de 44 anos, em Campo Grande. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada em 22 de outubro de 2023, quando o juiz converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.
O acidente ocorreu na manhã de 20 de outubro de 2023, na região central da Capital. Segundo as investigações, Victor conduzia uma caminhonete quando atingiu o veículo ocupado pela vítima, que morreu em decorrência dos ferimentos. Durante depoimento à polícia, o militar admitiu ter consumido bebida alcoólica antes do acidente, com um teste do bafômetro indicando 0,42 mg/L de álcool, bem acima do limite legal de 0,04 mg/L.
Detalhes do Acidente
A colisão resultou em morte após um trajeto de cerca de 2 km. O corpo de Miriam Rosa Matos foi trasladado para Planalto da Serra em 21 de outubro de 2023, onde familiares e amigos realizaram o velório e o sepultamento. O caso provocou forte repercussão na cidade, e a Polícia Civil continua reunindo depoimentos, imagens e laudos periciais para esclarecer a dinâmica da colisão.
Decisão Judicial
Na audiência de custódia, a defesa de Victor pediu a concessão de liberdade provisória, argumentando que ele possui residência fixa e trabalho, não apresentando risco ao andamento do processo. No entanto, o pedido foi negado pelo magistrado, que considerou necessária a manutenção da custódia para garantir a ordem pública e o regular andamento das investigações.
Contexto do Militar
Victor Vicentin Rocha possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH) desde 2023 e estava afastado das atividades militares há aproximadamente um ano para tratamento de saúde. Ele relatou que começou a consumir bebida alcoólica na madrugada do dia do acidente e, após uma primeira colisão, continuou dirigindo até o local onde ocorreu a batida fatal.
Nota do Comando Militar do Oeste
O Comando Militar do Oeste (CMO) informou que Victor está afastado de suas funções e, após receber alta hospitalar, será encaminhado para um estabelecimento prisional militar. A instituição lamentou os fatos e reafirmou que não compactua com condutas que contrariem os princípios éticos e legais.
Opinião
O caso levanta questões importantes sobre a responsabilidade de motoristas e a necessidade de rigor nas investigações para garantir justiça às vítimas de acidentes de trânsito.

