Mais de 384 mil eleitores de Roraima estão aptos a irem às urnas neste domingo, 21 de outubro de 2023, para escolher o novo chefe do Executivo estadual. A eleição suplementar ocorre em meio a um clima de tensão, devido à cassação do ex-governador Edilson Damião (União Brasil) em 30 de abril de 2023, que deixou a vaga aberta para um novo mandato tampão até janeiro de 2027.
A votação segue até às 17h00, no horário local, em 350 locais de votação espalhados pelo estado. O pleito foi convocado após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter cassado o mandato de Damião por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
A disputa eleitoral
Na disputa deste domingo, estão os candidatos Arthur Henrique (PL), apoiado pelo ex-governador cassado; o atual governador Soldado Sampaio (Republicanos), que assumiu interinamente o Executivo; e a socióloga Nelita Frank (PT), da oposição local. Arthur Henrique, ex-prefeito da capital Boa Vista, concorre “sob judice”, o que significa que sua candidatura poderá ser barrada mesmo se for eleito.
Isso se deve a uma decisão do ministro Flávio Dino, que determinou que a desincompatibilização dos cargos públicos não poderia ser flexibilizada, como havia decidido o Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR). O magistrado reafirmou que o prazo de três ou seis meses previsto na Lei das Inelegibilidades deve ser respeitado, levando a um questionamento sobre a participação de Arthur na eleição.
A decisão de Dino também impactou os planos do PT no estado, que havia indicado a professora Antônia Pedrosa para a candidatura. No entanto, como ela não se afastou do cargo na rede pública de ensino a tempo, a legenda optou por indicar Nelita Frank como substituta. Contudo, nas urnas, o nome e a foto de Antônia Pedrosa permanecem, pois não houve tempo hábil para a troca.
Opinião
A eleição em Roraima é um reflexo das complexidades políticas que o estado enfrenta, com a necessidade de garantir a legalidade e a transparência no processo eleitoral.





