O PT decidiu lançar uma candidatura própria ao governo de Minas Gerais, após a desistência do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB) de concorrer ao cargo. A decisão foi anunciada durante o seminário ‘Lula pelas Minas e pelos Gerais’, realizado em Contagem no dia 30 de setembro, que reuniu cerca de 1.500 pessoas.
A presidente do PT em Minas, deputada Leninha, afirmou que a reunião da Executiva estadual resultou na resolução de colocar em pauta uma candidatura própria, destacando a importância do partido não ficar refém de decisões externas. “Estamos nessa discussão da importância do PT protagonizar outra história”, disse Leninha.
Candidaturas em Avaliação
Entre os nomes em avaliação para a candidatura estão a ex-reitora da UFMG, Sandra Goulart, e o deputado federal Reginaldo Lopes. Leninha também mencionou que a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, foi confirmada para disputar o Senado, enquanto o deputado federal Rogério Correia deve concorrer à reeleição.
Diálogo com Outros Partidos
Apesar da decisão de lançar uma candidatura própria, o PT continua em diálogo com partidos aliados, como PSB e PDT. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, enfatizou a importância do estado de Minas para a estratégia nacional do partido e a necessidade de ouvir as lideranças locais.
Edinho também se reuniu com a Executiva estadual e a bancada federal de Minas Gerais, onde foi decidido que o PT deve chegar à convenção do partido, marcada para julho, com um nome próprio para encabeçar a chapa. Ele destacou que é “inadmissível” que o partido esteja esperando por nomes externos para liderar o palanque local do presidente Lula.
Opinião
A decisão do PT de lançar uma candidatura própria reflete uma estratégia de fortalecimento da legenda em Minas Gerais, buscando consolidar sua presença política no estado e a relevância do diálogo com outras legendas.





