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Ministro Dario Durigan revela que PCC movimentou R$ 1 bilhão em fintechs

Ministro Dario Durigan revela que PCC movimentou R$ 1 bilhão em fintechs

O ministro Dario Durigan, da Fazenda, revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) movimentou cerca de R$ 1 bilhão em dinheiro vivo através de seis fintechs, alvo da Operação Fluxo Oculto, deflagrada em 28 de maio de 2026. Essa operação expôs o uso de financeiras para lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas e armas, além da adulteração de combustíveis.

Movimentações suspeitas

O esquema de lavagem de dinheiro, conforme o ministro, foi identificado após a Operação Carbono Oculto, que ocorreu no ano anterior. Entre 2022 e 2024, o PCC teria lavado pelo menos R$ 26 bilhões através dessas fintechs, que estão localizadas na Avenida Faria Lima, em São Paulo, um dos principais centros financeiros do Brasil. Além disso, a operação também detectou a movimentação de R$ 365 milhões em criptoativos pelo PCC.

Busca e apreensão em cinco estados

Na operação, foram cumpridos 55 mandados de busca e apreensão em cinco estados brasileiros, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul. A ação foi realizada em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Receita Federal, a Agência Nacional de Petróleo (ANP), e outras instituições.

Falta de transparência nas fintechs

Das fintechs investigadas, três não prestaram contas à Receita Federal, o que é uma exigência após as mudanças regulatórias impostas pelo Banco Central. As outras três fintechs declararam movimentações que somam cerca de R$ 8 bilhões entre janeiro e dezembro de 2025. A Receita Federal apontou a existência de operações suspeitas, especialmente por conta de depósitos em espécie, um procedimento incomum para instituições de pagamento.

Esquema de adulteração de combustíveis

A Operação Fluxo Oculto também investiga a continuidade de um esquema de adulteração de combustíveis, onde o PCC utilizava nafta petroquímica para abastecimento irregular de postos na Grande São Paulo. As investigações revelaram uma estrutura de falsificação documental e o uso de empresas-fantasmas para encobrir o desvio de produtos para o mercado clandestino.

Opinião

A revelação das movimentações financeiras do PCC através de fintechs levanta sérias questões sobre a eficácia da regulação no setor e a necessidade de um combate mais rigoroso ao crime organizado no Brasil.