A Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim gradual da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas. A votação trouxe à tona um debate crucial sobre a produtividade e a dignidade dos trabalhadores no Brasil.
No primeiro turno, a proposta obteve 472 votos favoráveis e 22 contrários. Já no segundo turno, foram 461 votos a favor e 19 contra, demonstrando um expressivo apoio à mudança legislativa.
Divisão entre deputados catarinenses
O estado de Santa Catarina, conhecido pela força do setor produtivo, apresentou uma bancada dividida. Votaram a favor da PEC os deputados Ana Paula Lima (PT), Pedro Uczai (PT), Geovania de Sá (PSDB), Ismael dos Santos (PSD), Jorge Goetten (Republicanos) e Luiz Fernando Vampiro (MDB). Por outro lado, os deputados Carlos Chiodini (MDB), Caroline de Toni (PL), Daniel Freitas (PL), Daniela Reinehr (PL), Fábio Schiochet (União Brasil), Gilson Marques (Novo), Julia Zanatta (PL), Pezenti (MDB), Ricardo Guidi (PL) e Zé Trovão (PL) votaram contra a proposta no primeiro turno. Importante ressaltar que Zé Trovão não registrou voto no segundo turno.
Visões distintas sobre o futuro do trabalho
Os deputados favoráveis à PEC argumentam que a redução da jornada é um avanço civilizatório, promovendo a saúde física e mental dos trabalhadores e adequando o Brasil às transformações do mercado global. Em contrapartida, os opositores expressam preocupações sobre os impactos econômicos, especialmente para pequenas e médias empresas, e alertam para o aumento dos custos operacionais e riscos à competitividade nacional.
A discussão sobre a jornada de trabalho é complexa em Santa Catarina, onde a economia é altamente dependente de setores industriais e serviços que operam em ritmo intenso. O desafio agora recai sobre o Senado Federal, que deve construir um texto equilibrado que proteja os trabalhadores sem comprometer a capacidade produtiva do país.
Opinião
A votação na Câmara dos Deputados reflete escolhas políticas significativas que devem ser acompanhadas de perto pela população, que precisa avaliar se essas decisões realmente atendem aos interesses sociais e econômicos do estado.





