O Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) confirmou em 14 de outubro de 2026, dois novos casos de febre amarela que resultaram em óbitos, elevando o total de casos no estado para 9 e o número de mortes para 5. Os dois homens que faleceram, de 64 e 54 anos, estavam sem vacinação contra a doença.
Os novos casos foram registrados na cidade de Lagoinha, localizada na região do Vale do Paraíba. Em resposta a essa situação alarmante, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo intensificou o alerta para a vacinação contra a febre amarela, que é recomendada para toda a população.
A vacina está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em todo o estado. A orientação é que todas as pessoas que ainda não se vacinaram procurem a unidade de saúde mais próxima, especialmente antes de viajar para áreas rurais ou regiões com circulação do vírus. A vacina deve ser aplicada pelo menos 10 dias antes da exposição ao risco.
Vacinação e Prevenção
A vacinação contra a febre amarela é crucial, e a Secretaria de Saúde recomenda que:
– Crianças devem receber uma dose aos 9 meses e um reforço aos 4 anos.
– Pessoas que receberam apenas uma dose antes dos 5 anos devem tomar uma dose de reforço.
– Indivíduos de 5 a 59 anos que ainda não foram vacinados devem receber uma dose única.
– Aqueles vacinados com dose fracionada em 2018 devem verificar a necessidade de atualização da caderneta.
Sobre a Febre Amarela
A febre amarela é uma doença infecciosa aguda causada por um vírus transmitido pela picada de mosquitos silvestres. Não há transmissão direta de pessoa para pessoa. A presença desses mosquitos é indicada pela morte de macacos, que também são altamente afetados pela doença. Portanto, a morte de macacos deve ser reportada às equipes de saúde.
Os sintomas iniciais incluem febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores no corpo, náuseas e vômitos. A prevenção é feita exclusivamente por meio da vacinação, que é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Opinião
A situação da febre amarela em São Paulo exige atenção redobrada da população e das autoridades de saúde, reforçando a importância da vacinação para evitar novos casos e mortes.





