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Valdemar Costa Neto defende Ciro Nogueira no palanque de Flávio Bolsonaro após polêmica

Valdemar Costa Neto defende Ciro Nogueira no palanque de Flávio Bolsonaro após polêmica

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, reafirmou nesta terça-feira (12) seu apoio ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) no palanque do pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL). Valdemar enfatizou que deseja a presença de Nogueira até que se prove algo contra ele, após o senador ter sido alvo de busca e apreensão na Operação Compliance Zero.

Durante entrevista à CNN Brasil, Valdemar declarou: “Hoje ainda queremos [Ciro no palanque de Flávio]. Por que não? Até que se prove alguma coisa contra ele. Se provarem alguma coisa contra ele, a conversa muda. Temos que dar o direito de defesa a ele”.

A Polícia Federal investiga Nogueira por supostamente ter recebido uma mesada que varia entre R$ 300 mil e R$ 500 mil de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A defesa do senador, por sua vez, alegou que ele não teve qualquer participação em atividades ilícitas.

Nogueira se posicionou publicamente afirmando ser alvo de perseguição por ser líder da oposição, uma justificativa que, segundo Valdemar, ele tem “todo o direito” de sustentar. Valdemar também destacou a importância do PP, considerando-o um “grande partido” e ressaltando que o PL “precisa muito deles” para fortalecer a oposição ao governo Lula (PT).

Reação a Gilberto Kassab

Além disso, Valdemar rebateu críticas do presidente do PSD, Gilberto Kassab, que havia afirmado que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seria um candidato melhor do que Flávio Bolsonaro. Valdemar argumentou que não há comparação possível, devido à força do sobrenome da família Bolsonaro, descrevendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como um “fenômeno”. Ele afirmou que ter o nome Bolsonaro garante uma largada com 35% de intenções de voto, posicionando Flávio como um dos “maiores líderes políticos do país” atualmente.

Opinião

A defesa de Nogueira por Valdemar Costa Neto reflete a complexidade das alianças políticas em tempos de crise, onde o direito de defesa e a necessidade de coalizões se cruzam em um cenário conturbado.