O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu a aplicação de tarifas de 25% sobre importações de produtos do Brasil. A proposta foi divulgada em um relatório nesta segunda-feira (1º) e vem após uma investigação iniciada em julho de 2025 sobre práticas comerciais brasileiras consideradas injustas.
O embaixador Jamieson Greer, representante dos EUA, destacou que a investigação foi iniciada a pedido do ex-presidente Donald Trump e busca resolver preocupações antigas sobre políticas comerciais do Brasil. Apesar de reuniões construtivas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as divergências permanecem significativas.
Justificativas para a proposta
O USTR apontou várias razões para a recomendação do tarifaço. Entre elas, estão as ordens da Justiça brasileira que afetam redes sociais americanas e a proteção de empresas locais como o Pix. Além disso, foram mencionadas tarifas preferenciais injustas concedidas a produtos do México e Índia, que prejudicam a competitividade de produtos brasileiros.
Outros problemas destacados incluem a falta de medidas eficazes contra a corrupção e a proteção da propriedade intelectual. O USTR alegou que o Brasil não tem aplicado adequadamente suas leis para combater produtos falsificados e que há atrasos significativos na análise de pedidos de patentes.
Isenções e audiências
A proposta de tarifa de 25% prevê isenções para produtos como carne bovina, frutas, café, suco de laranja e metais raros. O USTR realizará uma audiência sobre a proposta no dia 6 de julho, com um prazo legal para medidas corretivas até 15 de julho de 2026.
Em 2025, os EUA já tinham imposto tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, mas essas foram suspensas em grande parte devido à inflação nos alimentos e a uma decisão da Suprema Corte americana que identificou irregularidades nas tarifas globais.
Opinião
A proposta do USTR reflete tensões comerciais que podem impactar a relação entre Brasil e Estados Unidos, exigindo um diálogo mais eficaz entre os dois países.





