O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu uma investigação em 2 de junho de 2026 e propôs a aplicação de uma tarifa de 12,5% sobre produtos do Brasil devido a falhas no combate ao trabalho forçado. A proposta se junta a outra tarifa, já anunciada em 1º de junho de 2026, de 25% sobre produtos brasileiros, resultante de uma investigação separada que acusou o Brasil de práticas prejudiciais ao comércio dos EUA.
Investigação e acusações
O USTR identificou o Brasil entre 60 países que falharam em impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Segundo o órgão, esses países representam cerca de 99,4% das importações americanas e, ao não adotarem medidas efetivas, criam condições desiguais para trabalhadores americanos.
Impacto nas exportações
Se as tarifas de 12,5% e 25% forem aplicadas cumulativamente, os exportadores brasileiros poderão enfrentar uma carga tarifária superior a 37%. Os setores mais afetados incluem manufaturados, produtos químicos, máquinas e equipamentos, autopeças, e têxteis.
Próximos passos e audiência pública
A proposta de tarifa de 12,5% será submetida a uma audiência pública marcada para 7 de julho de 2026, em Washington, onde o governo americano decidirá se aplicará, alterará ou abandonará a medida.
Reações políticas
O senador Flávio Bolsonaro enviou uma carta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pedindo que novas tarifas não sejam aplicadas. Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou Flávio por sua atuação e afirmou que a taxação prejudicaria o povo brasileiro e o agronegócio.
Opinião
A situação revela a complexidade das relações comerciais entre os EUA e o Brasil, evidenciando a necessidade de um diálogo mais eficaz para evitar medidas que possam prejudicar a economia brasileira.





