Futebol

Uefa boicota Fifa e ameaça Copa do Mundo Feminina 2027 no Brasil

Uefa boicota Fifa e ameaça Copa do Mundo Feminina 2027 no Brasil

O boicote das seleções europeias à Fifa pode ter consequências sérias para a Copa do Mundo Feminina 2027, que será realizada no Brasil. A Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) se manifestou contra a proposta da Fifa de vender ações para empresas, e as 55 federações nacionais filiadas rejeitaram essa ideia de forma unânime.

A decisão da Uefa implica que as seleções europeias ficarão fora de competições da Fifa enquanto essa proposta estiver em consideração, afetando diretamente o Mundial de 2027. O próximo compromisso das seleções da Uefa é a Copa do Mundo Feminina sub-20, que ocorrerá na Polônia entre os dias 5 e 27 de setembro, com a participação de seis seleções europeias.

Impactos e próximos passos

Em outubro, os playoffs da Uefa para a Copa do Mundo Feminina 2027 também serão afetados, com a participação de seleções como Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales. O Mundial sub-17, que também ocorrerá em outubro, contará com cinco seleções da Europa, o que mostra a extensão do impacto do boicote.

A proposta de venda de ações foi apresentada pela Fifa na última semana e, em resposta, a Uefa convocou uma reunião emergencial para discutir a situação. Com o apoio da Concacaf e da Confederação Asiática de Futebol (AFC), que juntas representam 143 dos 211 membros da Fifa, a Uefa obteve um forte respaldo contra a proposta.

Fifa Forward Enterprise (FFE)

A polêmica gira em torno da criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma nova subsidiária que ficaria sob controle majoritário da Fifa e que seria responsável por consolidar as operações comerciais da entidade. A Fifa estima que a FFE teria um valor total de US$ 20 bilhões. A venda de ações, que poderia arrecadar US$ 4,2 bilhões, visaria aumentar os fundos destinados às federações nacionais. Atualmente, a Fifa distribui R$ 41 milhões para cada país, com a possibilidade de esse valor aumentar significativamente até 2038.

Opinião

O boicote da Uefa à Fifa levanta questões importantes sobre o futuro do futebol feminino e a relação entre as entidades. A pressão para preservar a integridade das competições é crescente e pode moldar o cenário esportivo nos próximos anos.