Nesta quarta-feira (13), as urnas eletrônicas completam 30 anos de existência no Brasil em meio a narrativas de desinformação sobre o sistema de votação. Uma pesquisa do Projeto Confia, iniciativa do Pacto pela Democracia, revela que mais de 45% dos conteúdos falsos sobre eleições compartilhados nos últimos ciclos eleitorais tinham como alvo o funcionamento das urnas eletrônicas.
O TSE realiza novos testes de segurança na urna eletrônica, enquanto as mensagens que atacam o sistema eleitoral se acumulam. Entre os conteúdos desinformativos, 326 mensagens, que representam mais de 45% do total analisado, focam nas urnas eletrônicas. Os dados foram coletados a partir de uma pesquisa que analisou mais de 3 mil conteúdos publicados nas eleições de 2022 e 2024.
Desinformação e Confiança
Segundo Helena Salvador, coordenadora do Projeto Confia, os conteúdos desinformativos exploram o desconhecimento técnico da população sobre o funcionamento do sistema eleitoral eletrônico. As narrativas recorrem a falsas explicações técnicas para sugerir falhas e possibilidades de manipulação. “As pessoas só têm acesso à urna a cada dois anos, no domingo de votação. Isso faz com que, se alguém espalha uma notícia falsa sobre um botão ou uma tecla, muita gente não tenha como checar rapidamente”, explicou.
O Pacto pela Democracia é uma coalizão formada por mais de 200 organizações da sociedade civil que atua na defesa do Estado Democrático de Direito, no monitoramento de ameaças à democracia e no combate à desinformação eleitoral. A pesquisa do Projeto Confia também indica que 53% dos brasileiros confiam nas urnas eletrônicas, conforme uma pesquisa Quaest divulgada em fevereiro de 2023.
Opinião
A luta contra a desinformação é essencial para fortalecer a democracia e garantir a confiança do eleitor no processo eleitoral.





