Eleições

Centro-Oeste se mobiliza: 22 pré-candidatos ao Senado e 15 defendem reforma do STF

Centro-Oeste se mobiliza: 22 pré-candidatos ao Senado e 15 defendem reforma do STF

Com as eleições para o Senado marcadas para outubro de 2026, a região Centro-Oeste do Brasil se destaca com 22 pré-candidatos, dos quais 15 priorizam a reforma do Supremo Tribunal Federal (STF). A maioria dos candidatos, oriundos de partidos conservadores, como PL e Novo, está disposta a debater a relação entre o Legislativo e o Judiciário, especialmente em relação a possíveis processos de impeachment de ministros.

Pré-candidatos em foco

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) é uma das pré-candidatas ao Senado pelo Distrito Federal, e, se eleita, poderá liderar uma frente contra os “excessos” do STF. Outro nome importante é Bia Kicis (PL-DF), que defende a abertura de processos de impeachment e já desbancou o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB-DF) em sua chapa. Rocha, por sua vez, se posiciona contra a cassação de ministros, considerando-a uma medida extrema.

A senadora Leila Barros (PDT), que busca a reeleição, foca em questões locais, enquanto os pré-candidatos de Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso também se posicionam sobre o STF. Gustavo Gayer (PL-GO) e Humberto Teófilo (Novo) se destacam entre os críticos da atuação da Corte, com Teófilo defendendo a necessidade de impeachment de ministros.

A relação com o STF

A relação entre os pré-candidatos e o STF é tensa. Michelle Bolsonaro intensificou suas críticas ao Judiciário, especialmente durante a prisão de seu marido, Jair Bolsonaro. A ex-primeira-dama afirmou que o Congresso está “de joelhos” diante do STF e que a situação é “triste” para a democracia. Ibaneis Rocha, embora crítico, acredita que o impeachment deve ser reservado para casos extremos.

Opinião

A mobilização dos pré-candidatos do Centro-Oeste em torno da reforma do STF indica uma crescente tensão entre os Poderes, refletindo a polarização política atual e as demandas de um eleitorado conservador.